sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Umbigo

 

Tenho na mente uma imagem de um umbigo.

Por muito que pareça miragem, subo até que te digo:

Por aqui há dois montes onde me posso perder

Talvez até, quem sabe, me possas deixar morder.

 

No pescoço paro e saboreio o agradável paladar

Enquanto tu, ansiosamente, gemes, suspiras…

E pedes-me para não parar!

 

Afago-te o cabelo e beijo-te lentamente

Nossas línguas enroladas

E o fogo já ardente…

 

Enquanto em mim te fundes

Numa sonhada união

Peço-te que não me acordes

Desse sonho de paixão.

 

E quando alguém me pergunta

Qual o ponto de partida

Eu respondo com esse ponto que junta

O embrião ao ser que lhe dá vida.

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