sábado, 27 de fevereiro de 2010

Amor também é tristeza

 

As linhas que te escrevo

Não são para me lamentar.

São apenas para deixar registo

Do meu tortuoso caminhar.

Sei que não sou aquele que acompanhas,

Mas sou seguramente aquele que amparas e alegras,

Com um perfume que sai de ti, como odor de um ramo de flores

Que trouxeste à minha vida.

 

Porque quem ama sem poder tocar quem tanto anseia

É como um desajeitado jardineiro

Que sem saber porquê

Detêm-se a observar o crescimento das flores

Sofrendo quando não vê que se desenvolvem como se não as visse.

 

Sei que és mais que um jardim

Que não te falta beleza,

Mas os ramos que deixaste em mim

Deixaram-me a sensação

Que o amor também é tristeza.

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