As linhas que te escrevo
Não são para me lamentar.
São apenas para deixar registo
Do meu tortuoso caminhar.
Sei que não sou aquele que acompanhas,
Mas sou seguramente aquele que amparas e alegras,
Com um perfume que sai de ti, como odor de um ramo de flores
Que trouxeste à minha vida.
Porque quem ama sem poder tocar quem tanto anseia
É como um desajeitado jardineiro
Que sem saber porquê
Detêm-se a observar o crescimento das flores
Sofrendo quando não vê que se desenvolvem como se não as visse.
Sei que és mais que um jardim
Que não te falta beleza,
Mas os ramos que deixaste em mim
Deixaram-me a sensação
Que o amor também é tristeza.
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