Apetece-me gritar bem alto o quanto gosto de ti.
Apetece-me pensar e dizer, tocar e sentir, desejar e ter.
Apetece-me gritar, chamar por ti, ouvir-te, sentir o sopro da tua boca, o estímulo do teu ser.
Apetece-me contudo ficar por aqui, mas a dor…, ai a dor, a dor de não te ter.
Gritei, chamei, procurei…
Não te vi, não te senti, não te cheirei.
Ficou o grito e o doce imaginário de quem não toca, não sente, não cheira, mas com toda a alma, qual anjo escondido que tudo alcança, grita sem som e mesmo assim, tu ouves!
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