segunda-feira, 6 de julho de 2009

Por entre as cores, fases de branco

Tenho observado mais amiúde.

Sabes que não acredito nessas coisas, mas acho piada.

Continuavas inerte ao fim de muito tempo, parecias de pedra e cal, decidida a não mudar uma palha no meu destino.

Estava mais atenta à força dos nós. Continuavam apertados, incólumes, determinados a deixar tudo na mesma.

Depois constatei que estava a focar-me nos motivos errados. Aproveitas a minha distracção para preparar a mudança… embora eu não acredite. Só acho piada.

Por alguma razão as cores ficam por fora. Seduzem, sabem bem, agradam. Mantêm-se unidas. Por baixo, uma legião de pilares brancos, mais ou menos fortes, e não raro mais sem graça. São, no entanto, eles, a verdadeira base, o que permanece.

Por vezes as cores desviam-se e deixam surgir o branco… mais ou menos forte…sim, mor das vezes frágil e não raro mais sem graça. Monótono, desinteressante. Para muitos é caso para uma reanimação urgente: voltem as cores! Unam-se esforços! Salve-se!

Eu própria apavoro com o branco. Escondo-me, quero fugir.
Mas também sei que preciso dele. Que é fecundo. Que reequilibra. Que faz de nós quem somos. Sei que as cores voltam. Não sei quando. Sento e espero.

As cores voltarão, decerto. Goza o branco.

O colorido permananente tem algo de enganador e não me seduz. Não tem nada dentro.
Gosto de descobrir o branco, já os descobri bem bonitos - com muitos tons e complexidades admiráveis.

Bom, mas estamos a desviar-nos do assunto.
Por entre as cores, surgem fases de branco. É irreversível, e acreditasse eu, algo estaria para acontecer.
O que era já?!

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